Arquivo de Outubro, 2005

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sanidad

Outubro 31, 2005

… outras vezes, pelo contrário, acontece que pessoas como eu, amigos da integração, temos amizades portuguesas que acham que o seu espanhol é perfeito.

E é só quase perfeito…

Lisboa, Bairro Alto, 1998. O jantar terminado na altura dos cafés, então, a minha namorada tossiu.

-”sanidad!”- disse o Miguel.

Ela e eu não pudemos parar de rir… ouvir “sanidad” e nao o nosso espanhol “salud!” era como invocar o “ministerio de sanidad pública” ou uma coisa parecida.

-”Miguel, para a próxima, santinho diz-se salud”-

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Estado Zen

Outubro 31, 2005

Se por acaso houve alguma forma de vos indicar o meu estado de espírito hoje num “emoticon” aqui no blog, hoje ele seria um misto de “serial killer” e de boneco apático a ver se o mundo lhe passava ao lado.

Hoje é daquelas segundas em que não há qualquer pachorra para aturar patrões, colegas chatos, clientes ainda mais chatos ou qualquer tipo de ave rara sem a gripe das aves que por acaso apareça. É daquelas segundas depois de casamento do primo que nos obriga no dia anterior a levá-lo a bares de reputação duvidosa (nada duvidosa… toda a gente sabe o que é aquilo) e no dia a ser simpático e agradável com toda a família, sem dar a perceber que estamos com uma cardina das antigas!

Ora bem! Hoje foi daquelas segundas em que aturamos um cliente chato de manhã, telefonema do chefe a chatear porque falta alguma coisa, mas ele está em casa a curtir a ponte, telefonema de um outro cliente chato de tarde (com uma daquelas perguntas de resposta filosófica do género: “Porque é que as garrafas de gás são redondas!?”

Assim meus amigos entrei em estado Zen! Estou a contar até dez devagarinho para não ter que partir para a ignorância!

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Festival RTP da Canção 1983

Outubro 31, 2005

Pois é, de vez em quando não consigo dormir e, a altas horas da madrugada, estou a ver televisão. Pelo meio passo pelo canal RTP Memória. E descubro que está a passar o Festival RTP da Canção de 1983, que se realizou no Coliseu do Porto.

Estive a relembrar o formato de então, as roupas (pausa para rir), e os concorrentes. E aos poucos fui recordando algumas das canções que fazem parte do meu imaginário. Naquela altura, o Festival ainda era um acontecimento e eu só tinha 10 anos, pelo que olhos para trás mais com nostalgia do que com aquela ideia “como é que eu alguma vez fui gostar disto?”.

Mas vamos ao que ouvi e vi. É que eu próprio me surpreendi com alguns dos candidatos desse ano.

Apresentadores: Eládio Clímaco e Valentina Torres (bem mais magra do que hoje).

Comecei por ouvir uma tal Sofia cantar as duas primeiras canções (tinha uma bonita voz, que terá sido feito dela?).

Depois, veio a Ana, com a sua voz esganiçada, cantar “Parabéns a você”. Refrão lindo: Parabéns, parabéns (várias vezes), Parabéns a você, parabéns a você (várias vezes). Lindo!

De seguida, Armando Gama (que ganhou o Festival e a Valentina Torres de uma só vez), ao piano, com aquela canção “linda, linda, esta balada que te dou”.

Depois, dois nomes que já desapareceram: Carlos Paião e Cândida Branca Flor, cantando “Vinho do Porto, vinho de Portugal”. Estes foram aqueles que mais gostei de recordar.

Depois veio um que tal de Francisco Jorge, que não me lembro de ver fazer alguma coisa mais. E já me esqueci da canção, também…

Em seguida, vestido de preto e com uns quilos a menos, Herman José. Sim, esse mesmo, a cantar “A côr do teu baton”. E ficou em 2.º lugar.

E ainda se lembram de Jorge Fernando, celebrizado pelo Umbadá, que veio cantar “Rosas brancas para o meu amor”?

Mas a grande surpresa veio depois. Helena Isabel, a actriz, que eu já não me lembrava de alguma vez ter cantado. E não cantou muito mal, não se aventurou muito na interpretação, mas fez um bom trabalho. E ficou em 3.º lugar.

E festival que se preze, não podia deixar de ter os fantásticos Broa de Mel, com uma canção que não é das suas mais conhecidas: “No calor da noite”.

Chegou então o desastre da noite. Não sei se foi por nervos ou mesmo por falta de voz, uma tal de Tessa, de quem nunca mais ouvi falar, “cantou” uma canção que prefiro nem saber o nome, mas foi muito aplaudida.

E para terminar, alguém que, tal como os Broa de Mel, também não perdia um festival, a Alexandra, para mim a melhor voz da noite. Embora não seja fã dela, tenho de lhe reconhecer uma capacidade vocal acima da média. Por alguma razão ela fez o papel de Amália, na peça do Filipe La Féria.

Resolvi procurar (no Google, onde mais poderia ser?) por mais informação sobre o Festival RTP da Canção. E descobri uma página sensacional, com toda e mais alguma informação: http://festivais.home.sapo.pt/. Estão lá todos. E claro, que acabei por descobrir o de 1983: http://fes83.no.sapo.pt/.

Agora que o Festival parece ter morrido de vez, penso que não fica nada mal prestar-lhe uma singela homenagem. E mesmo que se possa pensar “Meu Deus, o que nós éramos obrigados a ouvir”, é sempre bom rever aquele que era um dos pontos altos da RTP durante o ano.

P.S. Se alguém me arranjar a interpretação da Tessa em mp3, eu prometo que a coloco aqui.

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Festival RTP da Canção 1983

Outubro 31, 2005

Pois é, de vez em quando não consigo dormir e, a altas horas da madrugada, estou a ver televisão. Pelo meio passo pelo canal RTP Memória. E descubro que está a passar o Festival RTP da Canção de 1983, que se realizou no Coliseu do Porto.

Estive a relembrar o formato de então, as roupas (pausa para rir), e os concorrentes. E aos poucos fui recordando algumas das canções que fazem parte do meu imaginário. Naquela altura, o Festival ainda era um acontecimento e eu só tinha 10 anos, pelo que olhos para trás mais com nostalgia do que com aquela ideia “como é que eu alguma vez fui gostar disto?”.

Mas vamos ao que ouvi e vi. É que eu próprio me surpreendi com alguns dos candidatos desse ano.

Apresentadores: Eládio Clímaco e Valentina Torres (bem mais magra do que hoje).

Comecei por ouvir uma tal Sofia cantar as duas primeiras canções (tinha uma bonita voz, que terá sido feito dela?).

Depois, veio a Ana, com a sua voz esganiçada, cantar “Parabéns a você”. Refrão lindo: Parabéns, parabéns (várias vezes), Parabéns a você, parabéns a você (várias vezes). Lindo!

De seguida, Armando Gama (que ganhou o Festival e a Valentina Torres de uma só vez), ao piano, com aquela canção “linda, linda, esta balada que te dou”.

Depois, dois nomes que já desapareceram: Carlos Paião e Cândida Branca Flor, cantando “Vinho do Porto, vinho de Portugal”. Estes foram aqueles que mais gostei de recordar.

Depois veio um que tal de Francisco Jorge, que não me lembro de ver fazer alguma coisa mais. E já me esqueci da canção, também…

Em seguida, vestido de preto e com uns quilos a menos, Herman José. Sim, esse mesmo, a cantar “A côr do teu baton”. E ficou em 2.º lugar.

E ainda se lembram de Jorge Fernando, celebrizado pelo Umbadá, que veio cantar “Rosas brancas para o meu amor”?

Mas a grande surpresa veio depois. Helena Isabel, a actriz, que eu já não me lembrava de alguma vez ter cantado. E não cantou muito mal, não se aventurou muito na interpretação, mas fez um bom trabalho. E ficou em 3.º lugar.

E festival que se preze, não podia deixar de ter os fantásticos Broa de Mel, com uma canção que não é das suas mais conhecidas: “No calor da noite”.

Chegou então o desastre da noite. Não sei se foi por nervos ou mesmo por falta de voz, uma tal de Tessa, de quem nunca mais ouvi falar, “cantou” uma canção que prefiro nem saber o nome, mas foi muito aplaudida.

E para terminar, alguém que, tal como os Broa de Mel, também não perdia um festival, a Alexandra, para mim a melhor voz da noite. Embora não seja fã dela, tenho de lhe reconhecer uma capacidade vocal acima da média. Por alguma razão ela fez o papel de Amália, na peça do Filipe La Féria.

Resolvi procurar (no Google, onde mais poderia ser?) por mais informação sobre o Festival RTP da Canção. E descobri uma página sensacional, com toda e mais alguma informação: http://festivais.home.sapo.pt/. Estão lá todos. E claro, que acabei por descobrir o de 1983: http://fes83.no.sapo.pt/.

Agora que o Festival parece ter morrido de vez, penso que não fica nada mal prestar-lhe uma singela homenagem. E mesmo que se possa pensar “Meu Deus, o que nós éramos obrigados a ouvir”, é sempre bom rever aquele que era um dos pontos altos da RTP durante o ano.

P.S. Se alguém me arranjar a interpretação da Tessa em mp3, eu prometo que a coloco aqui.

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Farmácia chinesa – uma experiência

Outubro 31, 2005


Farmácia chinesa: o outro lado
Foto por: Noite

Na 4ª feira publiquei uma imagem de uma farmácia chinesa. Bem sei que uma imagem vale mais que 1000 palavras, mas por vezes há que contar as estórias que se escondem por detrás da objectiva.
Não é vasta a experiência que tenho da medicina chinesa, creio que se resume ao recurso ao médico das “quedas e pancadas†para tratamento de dores musculares, através de massagens com bálsamos, que vos garanto serem eficazes, senão melhor remédio do que nos hospitais convencionais em que ninguém resolve senão escondendo a dor. Quanto às farmácias chinesas em particular, excepciono um intragável mas funcional xarope para a tosse que fiz toda a família tomar no Inverno que passou e de um chá de barbas de milho que tomei há uns anos para a bexiga (mas este também em Portugal se toma). Mas há um episódio de um familiar muito próximo, que faz sentido recuperar.
A minha Mãe sofreu, desde os seus 18 anos, de colibacilo, uma infecção urinária provocada por bactérias que resolvem instalar-se onde não devem. Foram anos e anos de dores fortes, de idas à cama, de utilização de medicamentos que se limitavam a aliviar um pouco, mas que nada resolviam. Após uns anos em Macau e por conselho de colegas macaenses, decidiu tratar-se com a medicina chinesa. Consultou um médico chinês com a ajuda de um intérprete e iniciou o seu tratamento de algumas semanas com uma tomada diária de um chá específico. A minha Mãe, que é de experimentar tudo (só para terem uma pequena ideia, em Pequim experimentou comer escorpiões e sim, ainda é minha Mãe, não a deserdei! ;) ), dia-sim, dia-não deslocava-se à farmácia e bebia o horrível, escuro, espesso e estranho chá que lhe punham à frente, levando para casa num termo a toma para o dia seguinte. Nunca soube de que era feito. Nunca mais ouviu falar de colibacilo.
… que as há, há!

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Farmácia chinesa – uma experiência

Outubro 31, 2005


Farmácia chinesa: o outro lado
Foto por: Noite

Na 4ª feira publiquei uma imagem de uma farmácia chinesa. Bem sei que uma imagem vale mais que 1000 palavras, mas por vezes há que contar as estórias que se escondem por detrás da objectiva.
Não é vasta a experiência que tenho da medicina chinesa, creio que se resume ao recurso ao médico das “quedas e pancadas” para tratamento de dores musculares, através de massagens com bálsamos, que vos garanto serem eficazes, senão melhor remédio do que nos hospitais convencionais em que ninguém resolve senão escondendo a dor. Quanto às farmácias chinesas em particular, excepciono um intragável mas funcional xarope para a tosse que fiz toda a família tomar no Inverno que passou e de um chá de barbas de milho que tomei há uns anos para a bexiga (mas este também em Portugal se toma). Mas há um episódio de um familiar muito próximo, que faz sentido recuperar.
A minha Mãe sofreu, desde os seus 18 anos, de colibacilo, uma infecção urinária provocada por bactérias que resolvem instalar-se onde não devem. Foram anos e anos de dores fortes, de idas à cama, de utilização de medicamentos que se limitavam a aliviar um pouco, mas que nada resolviam. Após uns anos em Macau e por conselho de colegas macaenses, decidiu tratar-se com a medicina chinesa. Consultou um médico chinês com a ajuda de um intérprete e iniciou o seu tratamento de algumas semanas com uma tomada diária de um chá específico. A minha Mãe, que é de experimentar tudo (só para terem uma pequena ideia, em Pequim experimentou comer escorpiões e sim, ainda é minha Mãe, não a deserdei! ;) ), dia-sim, dia-não deslocava-se à farmácia e bebia o horrível, escuro, espesso e estranho chá que lhe punham à frente, levando para casa num termo a toma para o dia seguinte. Nunca soube de que era feito. Nunca mais ouviu falar de colibacilo.
… que as há, há!

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Plongeon

Outubro 31, 2005

christianCoigny.jpg
Foto: Christian Coigny

Fotógrafo generalista de origem suiça é um fabuloso adepto do preto e branco.

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Invenções

Outubro 30, 2005

wmbi_02.jpg

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Invenções

Outubro 30, 2005

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Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama

Outubro 30, 2005

por uma vida saudavel.jpg

Foto: Jens Werner

É o cancro que mais afecta as mulheres portuguesas. Mas também, aquele com melhor prognóstico.
90% dos cancros de mama, se detectados a tempo, são curáveis.

Prevenção é preciso. E não custa nada.

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Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama

Outubro 30, 2005

por uma vida saudavel.jpg

Foto: Jens Werner

É o cancro que mais afecta as mulheres portuguesas. Mas também, aquele com melhor prognóstico.
90% dos cancros de mama, se detectados a tempo, são curáveis.

Prevenção é preciso. E não custa nada.

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A minha aldeia

Outubro 30, 2005


Foto: Jorge

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Sábado, às 10 da noite, no café do costume

Outubro 29, 2005

Combinamos encontrar-nos no Sábado, às 10 da noite, no café do costume. Mas tu não apareceste. Ainda te dei o desconto da meia hora protocolar, mas nunca mais apareceste. Os dois maços de SG Ventil foram enchendo os cinzeiros que empregados atentos iam substituindo. Até que à meia-noite, o dono do café me obrigou a sair.

Enfrentei a chuva que caía abundantemente. Os meus passos repetiram o ritual que nós dois fazíamos, passando o jardim onde tu colhias uma flor e a colocavas no cabelo, depois segui as ruas ondulantes que nos guiavam até ao nosso esconderijo.

O quarto estava vazio, a cama ainda feita, no pequeno solitário não estava a flor que retiravas do cabelo, quando chegavas. Mas as memórias estavam todas ali. As memórias das noites em que os nossos corpos nus se entregavam ao prazer.

Uns dias eram mais calmos, na cama, íamos percorrendo os corpos um do outro, suavemente, experimentando as mais diversas posições do Kamasutra. Outras vezes, possuídos por algo demoníaco, dedicávamo-nos a saciar o nosso apetite sexual da forma mais selvagem que conseguíamos, no chão, contra a parede, ou até, num dia em que a vontade se sobrepôs à razão, nas escadas do lado de fora.

A noite durava até ao raiar do sol. Várias vezes adormecíamos, para voltar a acordar, e recomeçar tudo de novo. E voltávamos às nossas vidas, distantes, até que o destino nos permitisse voltar a marcar um encontro, num Sábado, às 10 da noite, no café do costume.

Mas naquele dia não apareceste. Nunca mais apareceste, nem deste qualquer explicação. E eu não te consegui dizer o quanto te amo.

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Sábado, às 10 da noite, no café do costume

Outubro 29, 2005

Combinamos encontrar-nos no Sábado, às 10 da noite, no café do costume. Mas tu não apareceste. Ainda te dei o desconto da meia hora protocolar, mas nunca mais apareceste. Os dois maços de SG Ventil foram enchendo os cinzeiros que empregados atentos iam substituindo. Até que à meia-noite, o dono do café me obrigou a sair.

Enfrentei a chuva que caía abundantemente. Os meus passos repetiram o ritual que nós dois fazíamos, passando o jardim onde tu colhias uma flor e a colocavas no cabelo, depois segui as ruas ondulantes que nos guiavam até ao nosso esconderijo.

O quarto estava vazio, a cama ainda feita, no pequeno solitário não estava a flor que retiravas do cabelo, quando chegavas. Mas as memórias estavam todas ali. As memórias das noites em que os nossos corpos nus se entregavam ao prazer.

Uns dias eram mais calmos, na cama, íamos percorrendo os corpos um do outro, suavemente, experimentando as mais diversas posições do Kamasutra. Outras vezes, possuídos por algo demoníaco, dedicávamo-nos a saciar o nosso apetite sexual da forma mais selvagem que conseguíamos, no chão, contra a parede, ou até, num dia em que a vontade se sobrepôs à razão, nas escadas do lado de fora.

A noite durava até ao raiar do sol. Várias vezes adormecíamos, para voltar a acordar, e recomeçar tudo de novo. E voltávamos às nossas vidas, distantes, até que o destino nos permitisse voltar a marcar um encontro, num Sábado, às 10 da noite, no café do costume.

Mas naquele dia não apareceste. Nunca mais apareceste, nem deste qualquer explicação. E eu não te consegui dizer o quanto te amo.

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Primeira vez

Outubro 29, 2005

em 1991. O da esquerda sou (era) eu