Arquivos para Maio 2nd, 2006

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Viciado em concursos da TV (ou uma explicação para os números que o Jorge Morais apresentou)

Maio 2, 2006

Perguntamos a 100 pessoas o que gostam mais de fazer à noite:

48 – Ler o Ante-et-Post
20 – Dormir
18 – Ir para os copos
10 – Ver televisão
4 – Dar uma queca

(Jorge podes começar a reflectir sobre a taxa de natalidade).

Perguntamos a 100 pessoas para que utilizam o computador:

51 – Para ler o Ante-et-Post
30 – Para jogar
10 – Para ler A Bola
4 – Para o engate
1 – Para trabalhar

(Jorge podes começar a reflectir sobre a produtividade)

Perguntamos a 100 pessoas o que gostariam de ser se não fossem o que são:

39 – De escrever no Ante-et-Post
15 – Deputado/a
20 – Rico/a
10 – Jogador de Futebol
4 – De ser o que são

(Jorge podes começar a reflectir sobre o que quiseres)

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Viciado em concursos da TV (ou uma explicação para os números que o Jorge Morais apresentou)

Maio 2, 2006

Perguntamos a 100 pessoas o que gostam mais de fazer à noite:

48 – Ler o Ante-et-Post
20 – Dormir
18 – Ir para os copos
10 – Ver televisão
4 – Dar uma queca

(Jorge podes começar a reflectir sobre a taxa de natalidade).

Perguntamos a 100 pessoas para que utilizam o computador:

51 – Para ler o Ante-et-Post
30 – Para jogar
10 – Para ler A Bola
4 – Para o engate
1 – Para trabalhar

(Jorge podes começar a reflectir sobre a produtividade)

Perguntamos a 100 pessoas o que gostariam de ser se não fossem o que são:

39 – De escrever no Ante-et-Post
15 – Deputado/a
20 – Rico/a
10 – Jogador de Futebol
4 – De ser o que são

(Jorge podes começar a reflectir sobre o que quiseres)

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a passar

Maio 2, 2006

barco amarelo.jpg
imagem daqui

às vezes, é como se a vida passasse assim: lentamente, deixando rasto. deixando um lastro de amargura e ressentimento. e, tal como o barqueiro, muitas remadas são precisas para fugir daquelas águas.
há dois anos, era como me sentia!
e às vezes parece-me tão longe. e às vezes ainda está tão próximo!

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9 e picos da manhã… acordar, viver

Maio 2, 2006

Acordar, viver
Carlos Drummond de Andrade

Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.

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9 e picos da manhã… acordar, viver

Maio 2, 2006

Acordar, viver
Carlos Drummond de Andrade

Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.