Arquivos para Maio 16th, 2006

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Um espectáculo espectacular ou a sem vergonhice quarto-mundista. Avé Caesar!

Maio 16, 2006

Inaugura-se a nova Praça de Touros do Campo Pequeno. Apesar do Coliseu, apesar do Pavilhão Atlântico e apesar do Parque da Bela Vista e talvez também apesar do Centro Comercial Colombo ou do Centro Comercial Vasco da Gama, acredito que Lisboa precisasse de um espaço assim. Um espaço de espectáculos ao ar livre e um espaço comercial mesmo no coração da cidade. Mas (há sempre um mas) este recinto vai também e pior, principalmente, ser palco de um dos mais brutais espectáculos dos nossos tempos: a Tourada.

E se tourada é considerada um espectáculo é porque ela é espectacular. E eu não nego que o seja. Já vi mais de um milhar de fotos de tourada, da espectacularidade das fintas de um bem tratado e ornamentado cavalo, da não menos espectacular chicuelina ou da meia verónica. Dos espectaculares picadores e da espectacular estocada final. Um espectáculo. Mas não deixa de ser espectacular (literalmente) uma foto das torres gémeas de Nova York a arder, das imagens espectaculares de um incêndio na serra da Estrela, do espectacular cogumelo de Hiroshima. Alguém duvida? E quem defende?

Amar os touros! Este é um argumento usado pelos defensores da tourada. Amar os touros torturando-os e, agravadamente, em público! Amar os touros! Tal como foi amar a paz atacar as torres de NY! Os argumentos não são muito diferentes. São de pessoas que amam.

Claro está que no campo, são bem tratados, são acarinhados, são alimentados; é preciso apresentá-los em bom porte na arena. Ninguém ligaria a uma tourada em que um touro esquelético, quase moribundo, entrasse na lide. Não teria público, não seria lidado. Como os antigos gladiadores. Sofrer e morrer na arena. Mas eram sempre os mais fortes e os mais bem alimentados. Um espectáculo.

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Um espectáculo espectacular ou a sem vergonhice quarto-mundista. Avé Caesar!

Maio 16, 2006

Inaugura-se a nova Praça de Touros do Campo Pequeno. Apesar do Coliseu, apesar do Pavilhão Atlântico e apesar do Parque da Bela Vista e talvez também apesar do Centro Comercial Colombo ou do Centro Comercial Vasco da Gama, acredito que Lisboa precisasse de um espaço assim. Um espaço de espectáculos ao ar livre e um espaço comercial mesmo no coração da cidade. Mas (há sempre um mas) este recinto vai também e pior, principalmente, ser palco de um dos mais brutais espectáculos dos nossos tempos: a Tourada.

E se tourada é considerada um espectáculo é porque ela é espectacular. E eu não nego que o seja. Já vi mais de um milhar de fotos de tourada, da espectacularidade das fintas de um bem tratado e ornamentado cavalo, da não menos espectacular chicuelina ou da meia verónica. Dos espectaculares picadores e da espectacular estocada final. Um espectáculo. Mas não deixa de ser espectacular (literalmente) uma foto das torres gémeas de Nova York a arder, das imagens espectaculares de um incêndio na serra da Estrela, do espectacular cogumelo de Hiroshima. Alguém duvida? E quem defende?

Amar os touros! Este é um argumento usado pelos defensores da tourada. Amar os touros torturando-os e, agravadamente, em público! Amar os touros! Tal como foi amar a paz atacar as torres de NY! Os argumentos não são muito diferentes. São de pessoas que amam.

Claro está que no campo, são bem tratados, são acarinhados, são alimentados; é preciso apresentá-los em bom porte na arena. Ninguém ligaria a uma tourada em que um touro esquelético, quase moribundo, entrasse na lide. Não teria público, não seria lidado. Como os antigos gladiadores. Sofrer e morrer na arena. Mas eram sempre os mais fortes e os mais bem alimentados. Um espectáculo.

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as escolhas de Scolari

Maio 16, 2006

confesso que não sou fã da selecção nacional. vejo os jogos que posso, mas não sinto envolvimento especial pelo facto de ser a equipa que representa o país na modalidade de futebol.
dizer que aquela é a nossa equipa é uma granda treta. e as pessoas que não gostam nem ligam nenhuma ao futebol? aquelas que se indignam com o dinheiro que é (mal) gasto para que meia dúzia de papalvos ande a fazer brilharetes em galas, sorteios e coisas que tais? portanto, aquela não é a equipa de todos nós, até porque há muita gente a discordar das escolhas do seleccionador. ou talvez por isso aquela seja a equipa de todos nós. porque todos podemos criticar, mandar bocas, chamar nomes ao seleccionador, sem sabermos nem imaginarmos os critérios, por ele adoptados, para excluir alguns nomes que tanta celeuma provocam, pela ausência. acho que disso é que a malta gosta. assim como assim todos temos oportunidade de sermos treinadores de uma causa comum. sempre é melhor do que fazermos críticas ao nosso clube. é mais abrangente!
cá para mim, que de futebol pouco percebo, e não sou de andar de cachecol ao peito, não me interessa nada aqueles que não vão. consigo perceber que, por mais valia técnico-táctica que um jogador tenha, a escolha para integrar um grupo que disputa a fase final de uma competição tem de ir além disso. e se alguém não é escolhido é porque não cumpre esses requisitos. é simples!
o que eu gostava mesmo de vislumbrar, para além das explicações dadas pelo seleccionador, é o acerto das escolhas do Costinha, Maniche e Nuno Valente. só para saber, nada de especial. durmo bem sem essa explicação.
às vezes esquecemo-nos de uma coisa muito importante. é que a equipa de um seleccionador ou treinador é somente a equipa ideal dessa pessoa. não é, de forma alguma, uma equipa para o consenso. e poderá nem ser, sequer, a melhor equipa. mas, é tão somente a sua equipa.

oh que seca!!! eu nem gramo falar de futebol!

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A falta que um homem pode fazer …

Maio 16, 2006

bancada marceneiro.jpg
Foto: Karla

O que eu não disse aqui, foi que ficou um segundo móvel por montar. Um roupeiro, de tamanho impróprio para senhoras.
Olha lá, se eu oferecer o jantar e o café, não queres aparecer com a família, para dar uma mãozinha?
Fazias um brilharete.

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blue eyes

Maio 16, 2006

blue eyes - G Steve.jpg
Foto: G Steve

(Post de homenagem à dobradinha do FCP)