Arquivo de Junho, 2006

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Zambujeira do mar

Junho 30, 2006

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Fotos daqui

Porque é que não vou para o Algarve?
Porque tenho alternativas como esta.
Roam-se de inveja (inbeja para vocês do norte, carago!). A esta hora, já estou a comer um belo sargo assado!!
Bom fim de semana e bons resultados desportivos.

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A cave do João Nuno

Junho 30, 2006

Diz-se numa surdina muito audível que era um dos melhores sítios de Espinho. Ficava na rua 16. Vocês já sabem que Espinho é uma cidade muito organizada, não sabem? E que a malta trata (ou tratava porque agora há algumas excepções) as ruas por números. Simplificamos a vida aos tipos dos correios e devemos ter sido a única cidade do país a não ter que mudar o nome da Avenida Salazar para Avenida 25 de Abril. Mas dizia… ficava na rua 16 e tinha umas quantas salas que, ao longo dos tempos, tiveram diferentes utilizações. Foi escritório do Avô João, armazém e escritório da empresa de distribuição de vinhos do Pai e finalmente, quando chegados à “pumberdade”, foi atribuída aos manos Bilhas para usufruto pleno. A intenção do pai e mãe Bilhas era óbvia: podiam ter os meninos pertinho das asas.

Já vos tinha falado da cave do João Nuno num post anterior, mas tinha sido apenas uma referência e a cave (que teve vários nomes ao longo dos tempos, como por exemplo, Buraco, Bizz, Cave e outros que tais) merece bem mais do que uma referência. Afinal foi dos sítios onde passei alguns dos melhores tempos da minha juventude.

Deixem que vos descreva um pouco aquele lugar. Tinha duas salas principais e utilizadas em exclusivo por nós. Na parte de trás da cave tinha ainda uma biblioteca (com os livros do avô), uma sala de arrumos sempre dessarumada e a lavandaria (território exclusivo da mãe Bilhas e onde apenas era permitido guardar as bicicletas). Nas duas salas principais e depois de uma intervenção de fundo organizada por todos os amigos que usufruiam do espaço a coisa funcionava da seguinte forma:
- na primeira sala existia uma cabine de DJ construída em madeira (uma espécie de Tabopan que devemos ter gamado em qualquer lado) onde se encontrava a aparelhagem e todos os controlos de luz e som. Escusado será dizer que tinhamos bola de cristal, focos, “strooble” (acho que é assim que se escreve… é aquela luz branca que pisca como o raio) e, quais cereja em cima do bolo, ainda tinhamos uma luz negra. Para criar ambiente, como diziam alguns. Esta sala era utilizada nos dias de festa como pista de dança.
- na segunda sala tínhamos um bar, construído em uma semana com tijolo burro gamado de uma obra qualquer com o auxílio involuntário da mãe do Panchas no transporte dos tijolos para a cave. Penso que lhe dissemos que tinham sido oferecidos! (D. Rosa espero que se ler isto não se chateie muito connosco.) Para além do bar tinhamos também umas mesas, uns sofás, bebidas, máquina de café, televisão, cartas, um jogo de dardos, enfim… uma quantidade de coisas que nos permitiam passar tempos sem fim lá dentro. Era a sala mais utilizada e a mais confortável.

Na cave fizeram-se festas memoráveis. Passagens de ano, carnavais, festas por este motivo ou por aquele, festas nas catraias ou elas nos catraios, sei lá bem. Foram mesmo muitas. Recordo algumas com particular saudade. Uma passagem de ano em que chegaram umas 50 pessoas antes dez minutos da meia-noite e que passados 15 minutos da meia-noite, depois de (literalmente) destruída a cave, a mãe Bilhas fez o favor de colocar toda a gente de lá para fora e um aniversário aqui do vosso amigo que acabou com uma borracheira daquelas são duas das festas que me fazem sentir falta daquele sítio. Depois da fase das festas a cave passou a ser utilizada para os serões entre amigos e/ou família. Era uma fase mais sossegada em que tínhamos a Spinus para as noites mais “pump da jam”!

Nessa altura passávamos as noites com a cave cheia de amigos(as) na conversa, a beber uns canecos, alguns a fumar umas ganzas (com cuidado para a mãe Bilhas não surpreender ninguém), a ouvir música, a tocar guitarra e a cantar (alguns apenas porque os outros desafinavam demais), a namorar, a jogar King, Poker (de cartas e de dados) e Canasta até que começavamos a ouvir as pancadas de Moliére provenientes do quarto da mãe Bilhas. Era o sinal que a noite tinha que acabar para darmos descanso à família.

Hoje já não é do João Nuno a cave. Tivemos que a deixar, porque a vida é feita de mudanças. No entanto custa passar por lá. Custou imenso passar por lá no funeral do Pedro. Um amigo que tanta vida trazia com a sua guitarra e música quando se juntava a nós na cave do João Nuno.

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A cave do João Nuno

Junho 30, 2006

Diz-se numa surdina muito audível que era um dos melhores sítios de Espinho. Ficava na rua 16. Vocês já sabem que Espinho é uma cidade muito organizada, não sabem? E que a malta trata (ou tratava porque agora há algumas excepções) as ruas por números. Simplificamos a vida aos tipos dos correios e devemos ter sido a única cidade do país a não ter que mudar o nome da Avenida Salazar para Avenida 25 de Abril. Mas dizia… ficava na rua 16 e tinha umas quantas salas que, ao longo dos tempos, tiveram diferentes utilizações. Foi escritório do Avô João, armazém e escritório da empresa de distribuição de vinhos do Pai e finalmente, quando chegados à “pumberdade”, foi atribuída aos manos Bilhas para usufruto pleno. A intenção do pai e mãe Bilhas era óbvia: podiam ter os meninos pertinho das asas.

Já vos tinha falado da cave do João Nuno num post anterior, mas tinha sido apenas uma referência e a cave (que teve vários nomes ao longo dos tempos, como por exemplo, Buraco, Bizz, Cave e outros que tais) merece bem mais do que uma referência. Afinal foi dos sítios onde passei alguns dos melhores tempos da minha juventude.

Deixem que vos descreva um pouco aquele lugar. Tinha duas salas principais e utilizadas em exclusivo por nós. Na parte de trás da cave tinha ainda uma biblioteca (com os livros do avô), uma sala de arrumos sempre dessarumada e a lavandaria (território exclusivo da mãe Bilhas e onde apenas era permitido guardar as bicicletas). Nas duas salas principais e depois de uma intervenção de fundo organizada por todos os amigos que usufruiam do espaço a coisa funcionava da seguinte forma:
- na primeira sala existia uma cabine de DJ construída em madeira (uma espécie de Tabopan que devemos ter gamado em qualquer lado) onde se encontrava a aparelhagem e todos os controlos de luz e som. Escusado será dizer que tinhamos bola de cristal, focos, “strooble” (acho que é assim que se escreve… é aquela luz branca que pisca como o raio) e, quais cereja em cima do bolo, ainda tinhamos uma luz negra. Para criar ambiente, como diziam alguns. Esta sala era utilizada nos dias de festa como pista de dança.
- na segunda sala tínhamos um bar, construído em uma semana com tijolo burro gamado de uma obra qualquer com o auxílio involuntário da mãe do Panchas no transporte dos tijolos para a cave. Penso que lhe dissemos que tinham sido oferecidos! (D. Rosa espero que se ler isto não se chateie muito connosco.) Para além do bar tinhamos também umas mesas, uns sofás, bebidas, máquina de café, televisão, cartas, um jogo de dardos, enfim… uma quantidade de coisas que nos permitiam passar tempos sem fim lá dentro. Era a sala mais utilizada e a mais confortável.

Na cave fizeram-se festas memoráveis. Passagens de ano, carnavais, festas por este motivo ou por aquele, festas nas catraias ou elas nos catraios, sei lá bem. Foram mesmo muitas. Recordo algumas com particular saudade. Uma passagem de ano em que chegaram umas 50 pessoas antes dez minutos da meia-noite e que passados 15 minutos da meia-noite, depois de (literalmente) destruída a cave, a mãe Bilhas fez o favor de colocar toda a gente de lá para fora e um aniversário aqui do vosso amigo que acabou com uma borracheira daquelas são duas das festas que me fazem sentir falta daquele sítio. Depois da fase das festas a cave passou a ser utilizada para os serões entre amigos e/ou família. Era uma fase mais sossegada em que tínhamos a Spinus para as noites mais “pump da jam”!

Nessa altura passávamos as noites com a cave cheia de amigos(as) na conversa, a beber uns canecos, alguns a fumar umas ganzas (com cuidado para a mãe Bilhas não surpreender ninguém), a ouvir música, a tocar guitarra e a cantar (alguns apenas porque os outros desafinavam demais), a namorar, a jogar King, Poker (de cartas e de dados) e Canasta até que começavamos a ouvir as pancadas de Moliére provenientes do quarto da mãe Bilhas. Era o sinal que a noite tinha que acabar para darmos descanso à família.

Hoje já não é do João Nuno a cave. Tivemos que a deixar, porque a vida é feita de mudanças. No entanto custa passar por lá. Custou imenso passar por lá no funeral do Pedro. Um amigo que tanta vida trazia com a sua guitarra e música quando se juntava a nós na cave do João Nuno.

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Bom fim de semana

Junho 30, 2006

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Foto: José Pinto Ribeiro

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Post manual n.º 2

Junho 30, 2006
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Post manual n.º 2

Junho 30, 2006

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Vá lá tudo ver, caraças

Junho 30, 2006

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Hoje venho aqui fazer publicidade a um blog. Eu sei que toda a gente faz publicidade nos seus blogs a outros blogs, seja porque gostaram de um post e toma lá link, seja porque o outro o referiu também a ele e toma lá link, seja porque é um blog de uma gajo ou de uma gaja amiga e toma lá link, seja porque o gajo é famoso e fica bem de vez em quando referir o tipo e toma lá link, seja porque tem lá uma daquelas fotos ou vídeo que por uma questão de pudor, dando-se a desculpa com a linha editorial, não se publica no nosso e toma lá link, ou seja por essas razões todas juntas e mais algumas que não me apetece referir e toma lá link.
Mas hoje não é por nada disso. hoje vou-me autolinkar. A verdade é que o PreDatado publicou o seu post número mil. Não merece o link?

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Vá lá tudo ver, caraças

Junho 30, 2006

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Hoje venho aqui fazer publicidade a um blog. Eu sei que toda a gente faz publicidade nos seus blogs a outros blogs, seja porque gostaram de um post e toma lá link, seja porque o outro o referiu também a ele e toma lá link, seja porque é um blog de uma gajo ou de uma gaja amiga e toma lá link, seja porque o gajo é famoso e fica bem de vez em quando referir o tipo e toma lá link, seja porque tem lá uma daquelas fotos ou vídeo que por uma questão de pudor, dando-se a desculpa com a linha editorial, não se publica no nosso e toma lá link, ou seja por essas razões todas juntas e mais algumas que não me apetece referir e toma lá link.
Mas hoje não é por nada disso. hoje vou-me autolinkar. A verdade é que o PreDatado publicou o seu post número mil. Não merece o link?

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amanhecer

Junho 30, 2006


Chott El Jerid – Tunisia
foto: daqui

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Post manual n.º 1

Junho 29, 2006
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Post manual n.º 1

Junho 29, 2006

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caminhando por aí…

Junho 29, 2006

nas escadas incompletas que me indicaste,
meu caminho foi árduo e sobressaltado.
quantas vezes subi e desci,
para nesse vaivém completar os degraus suficientes.
quando sentia que estava perto
aumentava o grau de dificuldade.
algumas, não raras, vezes fi-lo de costas.
subi de costas… desci de costas
caí… levantei-me
descobri,
por entre o lodo das marés matinais, despojos das noites de insónia,
que o meu caminho não era por aí.
que não eras mais que uma representação alucinada do afecto que me faltava.
e, então, libertei-me!

foto: daqui
texto: daqui

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caminhando por aí…

Junho 29, 2006

nas escadas incompletas que me indicaste,
meu caminho foi árduo e sobressaltado.
quantas vezes subi e desci,
para nesse vaivém completar os degraus suficientes.
quando sentia que estava perto
aumentava o grau de dificuldade.
algumas, não raras, vezes fi-lo de costas.
subi de costas… desci de costas
caí… levantei-me
descobri,
por entre o lodo das marés matinais, despojos das noites de insónia,
que o meu caminho não era por aí.
que não eras mais que uma representação alucinada do afecto que me faltava.
e, então, libertei-me!

foto: daqui
texto: daqui

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Chá de hortelã

Junho 29, 2006
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Chá de hortelã

Junho 29, 2006

Porque é 29 de Junho

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Foto: Rina H