As couves de Bruxelas são como o Noddy: ninguém percebe porque há tanta gente a consumir. Têm apenas duas vantagens: não têm uma música irritante e desaparecem depois de consumidas. Por isso mesmo, Hard perguntava-se do porquê de tão inusitado ingrediente no prato preferido do líder carismático.
Seguindo o cheiro, este levou-o à porta da cozinha de uma enorme mansão. Perto da entrada detectou pegadas de um sapato número 34, que correspondia ao número do líder carismático. Do lado de lá da porta, estava uma cozinheira voluptuosa, e a seu lado um berço com um pequeno bebé que era a cara do líder carismático. Matou imediatamente a charada: a cozinheira era familiar do líder carismático. Só não percebia por que razão ela não se parecia nada com ele. Mistérios da genética.
Foi então que, perante o seu espanto, vê irromper pela cozinha uma mulher tão ou mais voluptuosa que a cozinheira, mas trajando vestes mais haute couture. Não notando a sua presença, virou-se para a cozinheira, dizendo:
- Deolinda, fez como lhe disse, livrou-se de todas as couves de Bruxelas?
- Minha senhora, está aqui o senhor…
- Hard. Hard Tektiv para si – interrompeu Hard. Foi então que reparou que a mulher tão ou mais voluptuosa que a cozinheira que estava à sua frente era nem mais nem menos do que a digníssima esposa do líder carismático.




