Depois das bolinhas saltitonas a descer as rampas de S. Francisco, mais uma explosão de cores, numa publicidade de excelência.

Depois das bolinhas saltitonas a descer as rampas de S. Francisco, mais uma explosão de cores, numa publicidade de excelência.

Quando estiverem a ler este post (lá por volta das seis, mais coisa menos coisa) aqui o Bilhas (eu é que sou o Bom da Fita, Pré! Olha que até me ofendes com essa do Pinho) estará de saída da maravilhosa cidade do conhecimento (se confiarmos nas placas da auto-estrada, não é?). Foram três dias… sim três dias num congresso em que a conservação e restauro de património cultural e as novas tecnologias andaram de mãos dadas pela palavra de empresas, investigadores e laboratórios. Raios gama, reflectografia digital, espectro da luz, luxímetros digitais, radiação, ultra-violetas e outras palavras ainda mais caras eram o tópico de conversa em todo o lado. Belgas, austríacos, ingleses, espanhóis e espanholas, portugueses e portuguesas cada qual na própria língua a tentar passar uma nova ideia ou nova tecnologia aplicada ao restauro do património.
Confesso que estou fartinho da converseta, mas que se aprende muito lá isso aprende. Sabem Vossas Excelências que os raios gama (em determinadas doses) matam, como nenhum outro processo o faz, toda a carunchada lá em casa? Não sabiam? Pois.. toca a chamar o Bruce Banner (ou Hulk em versão Mr. Hyde). Quanto mais não seja vai à paulada!

Dou um passo no espaço, colo os pés às areias, prendo os passos e os braços, localizo as estrelas, fecho os olhos e canto, dou um salto no escuro, olho a lua a nascer, sinto o mar à distância, ouço os montes e os vales, as colinas, as rias, a folhagem que mexe; sinto as asas que nascem, debutando nos braços, sinto as ondas que galgam, as fronteiras riscadas, os ribeiros que correm, os rebanhos que aninham, gotas de água nas nuvens, as gaivotas rasando, o mar em tons de bruma e a forma a perder-se, entranhada na névoa; sei de um rio que brotou, sei de um peixe dourado, sei da ponte que liga, sei dos eixos da vida, sei dos passos parados a lembrar as viagens, sei do sangue nas águas e das lutas eternas; vi os homens nas naus, vi o vento nas velas e o sangue a espalhar-se sobre as águas sagradas; e uma barca sem quilha e uma arma disforme disparando às escuras sobre os povos sem culpa, sem uma nesga de espaço, que se diga inocente, sem um metro de terra ser poupado à sangria, sem que um deus ilumine a fadiga dos dias, sem que um passo no espaço diga ao corpo que avance, diga ao corpo que exija, que antecipe a surpresa, que consagre o momento em que o espaço se alarga e a vida se espraia.
Dou um passo no espaço, dou um salto no escuro, solto os eixos da vida, digo ao corpo que dance e às asas que voem.
[a autora deste texto é uma Elipse. digam às vossas asas que voem até esse espaço. fixem trajecto e destino. ]


Foto daqui
Cliquem na imagem e entrem no site da Aminstia Internacional para assinar uma petição contra a pena de morte de mulheres, por apedrejamento, no Irão.

A Autoridade Reguladora (não sei porquê, mas este nome faz-me sempre lembrar uma marca de relógios) preparava-se para aumentar a electricidade em 16%. Vai daí o ministro Pinho, achou um bocadinho exagerado e SÓ vai deixar aumentar uns míseros 8%. Vivó Governo! Vivó!