Arquivo de Novembro, 2006

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Philippe Noiret

Novembro 30, 2006

Acho que a primeira vez que o vi na tela foi em La Grande Bouffe de Marco Ferreri. Noiret teve uma longa e (felizmente) reconhecida carreira. Em França era considerado um “monumento” do teatro e do cinema. Em terras lusas, tornou-se memorável e muito querido a partir de Cinema Paradiso. Alfredo/Philippe Noiret morreu há uma semana. E esta foi a homenagem da TF1___ e a nossa.

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Mulheres ao Poder

Novembro 29, 2006

Não meus caros… não é uma traição ao “macho latino” que todos temos no nosso âmago. As palavras de ordem que titulam este post servem um propósito: fazer-vos pensar sobre a entrega do poder (lato senso) ao gajame! Ou não!

Estava ontem à noite a ler sobre o papel das mulheres na sociedade contemporânea e ocorreu-me fazer uma campanha cívica com o objectivo de proibir durante uns anos a participação masculina no poder. Seguramente, na opinião de muito boa gente, seria o melhor que poderia acontecer ao mundo. Basta que atentemos na “mais que muito bem” recebida notícia da candidatura de Ségolène Royal à presidência de França, para percebermos que não é preciso mais nada para que o mundo melhore do que entregar a sua gestão às mulheres. Só assim se percebe o entusiasmo relativo a uma mulher que, sendo “supostamente” de esquerda, afirma que se devem cortar os benefícios sociais aos pais de criminosos reincidentes, ou que acha que as leis de imigração da União Europeia deveriam ser muito mais restritas, das que são apresentadas por muitos partidos de direita europeus.

Confesso, sem nenhum custo, que lá em casa quem manda é a Mrs. Bilhas e por isso nada me move contra a maior participação da Mulher na vida pública. Sei que a sociedade é extremamente injusta com o género que mais contribui para o seu desenvolvimento. Elas são filhas, mães, trabalhadoras, educadoras, gestoras, entre muitas outras funções enquanto que o machame, na sua maioria, se preocupa com o seu trabalho apenas! É chegar a casa e ter os putos tratados e o tacho na mesa que o cansaço é imenso. Mas teremos mesmo que ficar contentes com a chegada de uma mulher a um cargo como a presidência de França? E se ela for uma incompetente? O facto de ser mulher é motivo per si para lhe darmos o voto? Será que há mesmo essa relação directa entre mulher e competência? Devemos por isso estabelecer cotas para que o género competente participe mais? Que me dizem?

Nós até já tivemos uma mulher como Primeiro-ministro (uma mulher exemplar devo dizer) e se bem me recordo ela não precisou de cotas para chegar lá, pois não? E na altura não foi, com toda a certeza, por sermos um país muito avançado no que diz respeito à participação das mulheres na vida pública!

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Mariana

Novembro 29, 2006

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Foto: Karla

Muitos beijinhos de parabéns, maninha!

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Ele não era da Metro do Porto

Novembro 29, 2006

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A propósito do tão falado relatório do Tribunal de Contas sobre as mordomias, quase infames, que auferem alguns administradores na Metro do Porto lembrei-me de uma pequena história contada pelo meu pai.
É delicioso ouvir os velhotes relembrarem e contarem histórias do antigamente. Eu, que caminho a passos (embora ainda curtos) para a terceira idade, começo também já a ter esse hábito, fazendo dos filhos a minha principal audiência, já que netos ainda por cá não moram. Mas desta vez o meu lugar era na plateia e o contador era o meu pai. E relembravam-se empregos antigos, arrogâncias de patrões ricos e todo-poderosos, mas também momentos mais delico-doces de reconhecimento. Tinha então o meu pai doze anos, quando o patrão Chico que apesar de toda a sua prepotência, capaz de despedir quem não lhe desse a veneranda salvação, era capaz de gestos que deixavam outros, que lhes beijavam mãos e pés roídos de inveja. Porque apesar de tudo sabia reconhecer quem trabalhava bem e a preceito. E foi como reconhecimento do trabalho do moço (a quem viria a despedir, mais tarde, por não ter dito “bom dia patrão Chico”, mas essa é outra história) ofereceu-lhe viatura de serviço. Isso mesmo, o que acabaram de ler, viatura de serviço, a um rapaz de 12 anos. E com “combustível” à descrição! A única obrigação que tinha era mantê-la em boas condições e ser ele a levar o BURRO ao palheiro para abastecimento.
Não consta que o Tribunal de Contas tenha feito nenhuma observação a esta regalia de um jovem moço de quinta que nem quadro executivo da “empresa” era.

PS. Voltando ao tema de abertura deste texto, estes relatórios fazem-me rir. Depois do alarido nas TVs e nos Jornais, tudo vai ficar na mesma. Ninguém vai ser responsabilizado, ninguém vai perder as mordomias, ninguém vai a responder em Tribunal. E se, por mero acaso, se abrir algum processo, ele irá prescrever pela certa. Digo-vos eu porque às vezes também me gosto de armar em profeta.

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Contributo para a Concertação Social

Novembro 29, 2006

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Foto: Wade Rose

Com o preço a descer, este seria o único trabalhador português, a ver o seu rendimento a aumentar.

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quem não é por mim…

Novembro 28, 2006

todos os dias leio jornais desportivos – quer dizer, ler não é bem o termo. folheio, vejo as fotografias e aqui e ali leio umas frases que me chamam à atenção.
e, desde que os jornais passaram a ser diários, arranjar coisas interessantes para escrever deve ter-se revelado uma tarefa muito difícil. daí que, de vez em quando, eles lancem uma bomba, para depois todos os gajos, que escrevem no jornal, terem matéria para um trabalho.
a última, hilariante, foi a cena do Figo ter festejado o golo do Inter de Milão contra o Sporting. foram eles, mais a televisão, que estranharam a coisa. que a publicitaram, como se fosse algo estranho e raro. de seguida, vieram uma série de colunistas, cada um à sua vez, explicar porque é que aquilo tinha sido normal. isto é fantástico!

por acaso, até acho uma falta tremenda de originalidade, quererem fazer do Figo, no Sporting, o que o Rui Costa é no Benfica. porque as cópias são sempre de qualidade duvidosa. e acho que os dirigentes do Sporting se deixaram embarcar na onda de quererem ter um ídolo como os seus rivais, e tomaram a nuvem por Juno. na verdade, o Figo nunca teve aqueles sentimentalismos tão típicos do Rui Costa. demasiado típicos, até, a ponto de lhe toldarem o bom senso, fazendo-o participar num clip de promoção televisiva, do mais triste que já vi.

claro que esse ruído todo, gerado pela comunicação social, fez com que a turba da bola, que só pensa com um neurónio, desatasse aos tiros para o ar, todos muito indignados com a atitude do jogador. as massas são assim, e quando de futebol se trata, ainda mais assim são! usam palas de cabedal, como os burros, e só vêem a direito.
é essa irracionalidade que me afasta dos clubes. que me deixa espantada, ao ver que pessoas relativamente sensatas noutros assuntos, quando se trata do seu clube ficam inexplicavelmente cegas.
aquilo que se deve exigir a um profissional é que ele seja isso mesmo: um profissional. de corpo e mente inteiros!
os tempos do futebol por amor à camisola já vão longínquos – se é que, de facto, existiram ao nível destes clubes, questiona-me a minha costela mais cínica! o futebol, a este nível, deixou de ser um desporto, para ser um espectáculo. e no espectáculo não há lugar a sentimentalismos desses.
digo eu, que a minha história no futebol foi toda ela vivida de forma amadora e cheia de sentimentalismos – coisas de mulher, provavelmente!

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Pirelli 2007

Novembro 28, 2006

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Fotos daqui

A notícia já não é de hoje, mas não quero deixar passar.
É fantástico, quando uma senhora de 72 anos, uma Diva, ombreia com Top Models e jovens actrizes, no mais famoso calendário do mundo. (site oficial, onde podem visionar todas as fotos, deste e de outros anos)

E, ainda, há quem tenha medo de envelhecer.

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Vamos lá começar o dia com diversão

Novembro 28, 2006

Está sentado a ler este blog? Se não está, sente-se um pouco. Agora levante ligeiramente a perna direita e comece a fazer pequenos circulos com o pé direito no sentido dos ponteiros do relógio. E agora, ao mesmo tempo que faz os círculos com o pé, tente com a mão direita desenhar o número 6 no ar. Conseguiu? E o que aconteceu ao movimento do pé? Eheheheheh.

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MCy

Novembro 27, 2006

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Cesariny, Passeio Público, 1971

Ama Como A Estrada Começa
Ontem, num documentário que passou na 2:, realizado por Diogo Collares Pereira, Cesariny dizia a propósito de um quado onde se podia ler esta frase, “se quer que lhe diga, não sei bem o que significa”.

Nem nós, mas vamos pensar que nada se faz por acaso. Talvez ele quisesse projectar mais uma vez essa trilogia fundamental do surrealismo: Amor, Liberdade e Poesia. Hoje, o surrealismo é “ce qu’il sera”, mas o nosso mundo continua a precisar desse lema.

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Mário Cesariny 1923-2006

Novembro 27, 2006

you are welcome to elsinore

Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar

Mário Cesariny

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É isso aí,

Novembro 26, 2006

ou quando a versão é melhor que o original

Maria Carolina e Seu Jorge

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Um Domingo tranquilo!

Novembro 26, 2006

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Henri Matisse
Woman Reading

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Quando a ficção se confunde com a realidade.

Novembro 24, 2006

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O Tio Patinhas já não é o mais rico do mundo. Quem o diz é a Forbes.
O pato mais forreta do planeta, cujo passatempo favorito é nadar nos milhões que lhe enchem a caixa forte, que nos ensinava que no poupar não gastar é que está o ganho, que acreditava no poder da sua moeda sorte, desceu para 3º lugar, na lista dos 15 milionários de ficção mais ricos.
Em primeiro lugar, aparece Oliver ‘Daddy’ Wartbucks, ex-general das Forças Armadas americanas, logo seguido de Montgomery Burns, o patrão de Homer Simpson.
E como é que estes dois ascenderam ao topo? O primeiro financiou conflitos no Iraque e no Afeganistão e o outro, duplicou a sua fortuna graças a um acordo de intercâmbio tecnológico com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong II.

Ficção?

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Novembro 24, 2006

Está o caldo entornado para os lados do Dragão. Ontem, caso não se tenham apercebido, era notícia em toda a imprensa desportiva (e mesmo naquela que não está muito na desportiva) que o Harry Potter dos dragões sadinenses… não desculpem… dos dragões mesmo, aqueles das Antas, ia escapar-se para o Atlético de Madrid. Na imprensa espanhola a coisa era dada como facto consumado, apenas se esperava pela chegada de Dezembro para se fazer o anúncio público.

O papa já esfregava as mãos de contente. “Carago, mais uns milhões para torrar! Bamos lá bender esse moço que ele é muito bom para estas andanças do futebol nacional!” Dinheiro em caixa e se a escrita pudesse ter som agora ficava muito bem o som de uma caixa registadora das antigas! :) Acompanhada de uma foto do papa com uns cifrões nos olhos! Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, a notícia era boa para o Glorioso. De uma só cajadada ficava o FCP mais fracote e perdiam o único gajo que costuma ser tramado contra o Benfica. Para o Quaresma também era, na minha douta opinião, uma boa mudança. Senão vejamos: é certo que o Atlético de Madrid ainda tem calções azuis e equipamento às riscas verticais, mas pelo menos as riscas já são vermelhas e brancas, o que denota uma clara melhoria em relação ao FCP. Óbvio, não é?

Por isso é que eu não percebi o teor da epístola enviada pelo rapagola à “Ex.ma Administração da FCP, SAD”. Ora vejamos:

«Exma. Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD:
Face a inúmeras notícias que têm sido veiculadas em diversos Órgãos de Comunicação Social, venho por este meio informar a Exma. Administração de que não pretendo representar o Atlético de Madrid. A minha vontade é manter-me no F.C. Porto.

Ricardo Quaresma
Porto, 23 de Novembro de 2006».

Olha lá moço, das duas, três… ou queres que o Atlético suba a parada, ou o Porto está mortinho por te mandar embora (tanto que tens que pedir para ficar) ou, ainda, estás tão longe da administração da SAD que tiveste que fazer o anúncio por carta registada para ver se a mensagem chegava aos escritórios da torre das Antas. E assim vai a coisa…

Agora vou desligar esta coisa porque tenho de escrever uma missiva ao meu patrão a dizer que quero ficar cá (não vá o gajo querer vender-me, ou pior não vá o gajo querer subir-me o meu paupérrimo ordenado!)

Bom fim de semana para todos, carago!

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Chuva chuva chuvinha chuvada

Novembro 24, 2006

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Anneke DM

Normalmente esta imagem transmitiria algum desconforto. Mas hoje, aqui em Aveiro, e pelos vistos quase em todo o país, aquela “quietude” seria impossível. Os guarda-chuvas já teriam voado, ou estariam a virar-se e revirar-se em todas as direcções e as pessoas estariam a correr para se abrigar em algum lugar mais protegido. Eu já vou na terceira grande molha do dia e ainda arrisco mais uma. Isto promete!

Apetece-me mesmo o final do dia, com as minhas meninas quentinhas em casa, e eu, finalmente, com uma roupinha seca!

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