
III encontro de antepostadores
Dezembro 18, 2006sabem, andei a pensar no que nos faz percorrer quilómetros para encontrar pessoas que mal conhecemos, pessoas cuja identidade neste caso não nos é estranha, mas às vezes é, pessoas com quem sentimos alguma afinidade. ou uma parcial afinidade. que nasce de uma nota num dia. uma nota mais ou menos confessional. ou nem por isso. uma nota doce, ou bem humorada, ou cáustica, mas que acerta com o que sentimos ou queremos dizer ou ser nesse dia. e às vezes não nos revemos de todo, estranhamos. e nem queremos que entranhe. mas percorremos os quilómetros.
tenho uma amiga que diz que procuramos o rosto das palavras. um rosto vivo que numas horas nos diz qual a distância entre o avatar e a pessoa. quase nenhuma ou imensa. como se existisse um jogo de adivinhação e apostássemos. não sendo importante acertar. porque se sai sempre a ganhar.
eu acho que hay vezes em que as pixeladas do écran nos sabem a pouco. e lembram-se daquela canção do Sérgio Godinho, sabem a pouco, portanto… sabem a tanto. e queremos ir mais longe. testar. descobrir se os sorrisos e emoções desenhados por smiles podem ser transformados em abraços que sintamos verdadeiros. se é possível transferir o efeito de companhias e rotinas quase diárias mas virtuais em gestos concretos. porque os amigos são como o saber, há sempre espaço para mais.
no sábado, quando vi o Bilhas, com quem troco apenas cumplicidades de blogger há algum tempo, apeteceu-me mesmo abraçá-lo. e o que dizer de quem veio de Sevilha ou Lisboa ou da outra margem do Tejo, para regressar no dia seguinte, mesmo depois de uma viagem de duas semanas pela Argentina e de uma promessa de vida grande lá em casa! e o que dizer de quem nos abre as portas de casa e nos oferece tudo de bom, mesmo com muito trabalho e doutoramentos e filhos para dar atenção! ou quem fica quase até ao amanhecer a dar voltas à cidade que se oferece e se levanta cedo para outros giros com os amigos! eu acho que não é só por curiosidade. tem que ser mais. eu acho que é um acto de negação. as pessoas dizem sim às novas tecnologias de comunicação, dispendem um tempo dos diabos à volta delas, mas nasceram quase todas ainda sob o signo do largo da minha aldeia, do recreio da escola, da eira da avó, do café da terra ou do bairro. e quando percebem que podem regressar a esse tempo, mesmo que apenas por umas horas, fazem mesmo os quilómetros necessários.
neste fim de semana, estivemos todos à volta da mesa, das mesas, à volta uns dos outros. e como o tempo passou depressa. é claro, soube-me a pouco, soube-me a pouco, portanto soube-me a tanto.
écrans e redes digitais ainda nos sabem a pouco. caixas de comentários e posts ainda nos sabem a pouco. a blogosfera ainda nos sabe a pouco. acho que ainda vão nascer aqueles a quem este pouco vai saber a basta-me.
os rostos das palavras são gregários. e eu já sonho com Macau.:)
lilly,
tu hoje acordaste sem a tecla shift mas muito inspirada. muito obrigado, pela parte que me toca.
p.s. relativamente a Macau, estamos só à procura de uma alternativa à Air Madrid
Lilly… que hei-de eu dizer se me deixas sem palavras! É excelente encontrar pessoas assim como vocês, inteligentes, sinceras, divertidas… foi maravilhoso… obrigado por tudo mesmo!
Lilly,
)
o que nos fez percorrer tantos quilómetros, foi a ideia de comer Tripas.
Claro que a amizade, a vontade de estarmos juntos, a partilha também ajudaram um bocadinho. E hoje, os quilómetros são cada vez mais pequenos.
Jorge, estava a pensar que podíamos viajar na Air Luxor…
)
Não digas nada, Bilhas, canta!
Karla, estás a falar dos “travestis”? lol
(Macau, yeaaaaaaaaaaaah!!
é pra quando? LOL)
Lilly
é como dizes: não chega!
e deixa de chegar, mesmo, quando se encontra pessoas como todos vós!
o Ante & Post e, consequentemente, conhecer-vos foi das melhoras coisas deste ano!
Este post é também um abraço fraterno à aNa. Acho eu que olhei pra forma como está escrito.
Este post é também um abraço fraterno à aNa. Acho eu que olhei pra forma como está escrito.
já tinha reparado nisso, Pré
LOL
e a ser verdade, meu querido, um abraço da Lilly não é coisa que se negue – mesmo que seja fraterno
aNa, mAs qUe É iStO? PoDe sEr FrAteRNuRenTo? lol