Ainda há Pastores?

O Trailer do Filme____ e atenção: este documentário de Jorge Pelicano vai passar no dia 25 de Dezembro, às 23 horas, na Sic Notícias.

Ainda há pastores. A incógnita é por quanto tempo.
Entretanto, como o prometido nem sempre é de vidro, espreitem o banho de Hermínio, o pastor mais jovem de Casal de Folgosinho. (private joke: depois digam qualquer coisinha)

Para mais informações, visitem o blogue.

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Person of the Year – YOU

Ou seja, todos nós que escrevemos aqui no ante et post!

Por isso não podia deixar de agradecer (em nome de todos) pelo prestigiado prémio com que a Time (que todos lemos assiduamente) nos presenteia. É uma grande honra e uma motivação acrescida para nós que todos os dias pensamos em dar uma pequena parte da nossa inteligência contribuindo para este fantástico mundo que é a web!

Assim sendo (agradecimentos a todos os familiares, amigos, inimigos, etc. incluídos) só falta mesmo que a Time mande para cá o certificado e a medalha*!

* é só para mostrar aos netos!

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foi com imensa pena que não estive presente.
e só mesmo razões de força muito maior, nem imaginam a força que é preciso para manter a Maria (convalescente) sossegada, é que nos impediram de rumar ao Porto.
não tanto pela viagem. eu gosto imenso do Porto, admito, e gosto muito de lá ir, mas acreditem, aquela A1 para mim já é insuportável, tantas as vezes que a percorri!
mas pela pessoas que iria encontrar.
integrar o grupo do Ante & Post foi, para mim, uma das melhores surpresas que o ano de 2006 tinha reservado.
pela diversidade de escrever em grupo, mas depois de conhecer alguns de vós, pelo grato prazer de constatar que a vida é tão mais simples, quanto mais simples forem os nossos afectos.
e o conhecimento real só veio dar força a isso – é simples estar convosco. porque é bem disposto, tolerante e enriquecedor.
por tudo isso, ainda ontem a Maria me confirmava, tivémos realmente imensa pena de não estar presente.
mas sabemos que se repetirá. em qualquer lugar deste país, quiçá Sevilha ou Macau (Lilly, deixaste-me a sonhar com Macau!).
um grande abraço a todos. apertado e longo. como são os abraços sentidos.

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Aqui pelo meio…

Fumo

… ainda que seja difícil de descortinar, estiveram alguns bloggers e alguns não-bloggers. À volta destes, a Carolina, a literatura – incrível como uma palavra sugere imediatamente a outra – a emigração, a Patagónia, as crianças, o Dança Comigo – ou uma parte mais precisa do programa – o Dakar e por aí fora…
Para ajudar, uma farta mesa de salgados, as famosas t(r)ipas, carne de porco à alentejana, filetes, duas quintas e doces capazes de alimentar um exército de formigas. Muitos elogiaram as t(r)ipas, mas diz quem alternou – e aqui estava uma disfarçada tentativa de chegar à edição literária – que estava tudo excelente.

Deu ainda para perceber como facilmente se pode levar uma má imagem de Portugal. Vem um homem de Sevilha, passa por Lisboa, chega ao Porto e regressa com três ideias base: Elsa Raposo, Floribella e Benfica. Realmente…

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É capaz de já ter passado mais do que uma década desde que pus as vistas em cima de um website pela primeira vez. Hoje é difícil recordar daqueles tempos em que a ligação à Esoterica (o que não haveria a dizer de quem escolhe um provider com este nome) se assemelhava ao load de um jogo no meu antigo Spectrum oferecido pelo pai Bilhas à muitos natais atrás. A coisa, para um gajo de humanísticas, era ainda muito pouco perceptível, mas o fascínio nasceu na primeira vez em que encontrei um site com informação sobre um assunto que me interessava e me apercebi da facilidade com que, no futuro, nos ia chegar a informação a casa.

Desde esse dia até hoje experimentei quase tudo que havia a experimentar na web: mail, sites, portais, motores de busca, Copernico, IE, NETSCAPE, MOZILLA, FIREFOX, IRC, ICQ (este mudou a minha vida), “messengeres” de todos os tipos e feitios, criação de sites meus, redes de amigos, redes de pessoas que nunca vi na vida e, como não podia deixar de mencionar, blogs. Na net conheci novas pessoas, fiz novas amizades, reencontrei amigos, encontrei o amor da minha vida (por isso é que disse que o ICQ mudou a minha vida), falei do que sentia, do que me aborrecia, partilhei opiniões, discuti montes de temas, criei personagens e cheguei ao “ante et post”!

Nesta casa disse o que sentia, partilhei mágoas, fui lido, comentado, criticado, mostrei os meus caminhos e principalmente voltei a fazer novas amizades. Daquelas que não se consegue explicar a quem não partilha a experiência de escrever um blog. Das que servem de justificação para quando a Mrs. Bilhas diz que passo horas no computador. Das que, sem perceber porquê, e como a Lilly tão bem escreve em baixo, fazem com que me apeteça abraçar um virtual conhecido e real desconhecido quando finalmente nos encontramos. Das que nos fazem (eu não sou bom exemplo) percorrer quilómetros para nos reunirmos a uma mesa. Das que se constroem a ler as vossas palavras.

Ainda bem que tivemos o ante(s), para chegarmos ao depois.

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(Introdução ao milgare das tripas)

Hoje os nossos leitores estão a assistir a um ante-et-post um pouco diferente. Um ante-et-post em que nós falamos de nós, um ante-et-post em que nós falamos dos outros nós falando deles que são também parte de nós. Mas por uns momentos desculpem-nos e deixem-nos falar dos nossos umbigos. Este blog é resultado de um esforço colectivo sem regras nem balizas. Cada um é livre de ser monárquico ou republicano, de ser ateu ou religioso, de ser português ou estrangeiro, de ser homem ou mulher, de opinar à direita ou à esquerda, de ser alto ou de ser baixo, de ser homo ou heterossexual, de vestir camisa vermelha ou às riscas (até admitimos o azul vertical e o verde horizontal), de ser gordo ou magro, de usar barba ou o rosto escanhoado. E no entanto quando nos encontramos todos, ou quase todos, sendo que os que não estavam também estiveram e os que não estiveram estavam lá, essas diferenças, por tão livres de o serem se realçam no fascínio e na beleza de cada um. E ficamos a pensar que milagre é este que consegue juntar a cultura e beleza da Karla e da Lilly, a incomensurável disponibilidade do Raim, a hospitalidade do Jorge, a alegria do Bilhas, a sobriedade intelectual do Andrade, o mistério africano do Bin, o incrível conhecimento das coisas de Portugal demonstrado pelo espanhol Dani, as palhaçadas do Pré, dizia eu, que milagre é este de juntar toda esta gente à roda de um prato de tripas e de uma travessa de carne de porco?

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III encontro de antepostadores

sabem, andei a pensar no que nos faz percorrer quilómetros para encontrar pessoas que mal conhecemos, pessoas cuja identidade neste caso não nos é estranha, mas às vezes é, pessoas com quem sentimos alguma afinidade. ou uma parcial afinidade. que nasce de uma nota num dia. uma nota mais ou menos confessional. ou nem por isso. uma nota doce, ou bem humorada, ou cáustica, mas que acerta com o que sentimos ou queremos dizer ou ser nesse dia. e às vezes não nos revemos de todo, estranhamos. e nem queremos que entranhe. mas percorremos os quilómetros.
tenho uma amiga que diz que procuramos o rosto das palavras. um rosto vivo que numas horas nos diz qual a distância entre o avatar e a pessoa. quase nenhuma ou imensa. como se existisse um jogo de adivinhação e apostássemos. não sendo importante acertar. porque se sai sempre a ganhar.
eu acho que hay vezes em que as pixeladas do écran nos sabem a pouco. e lembram-se daquela canção do Sérgio Godinho, sabem a pouco, portanto… sabem a tanto. e queremos ir mais longe. testar. descobrir se os sorrisos e emoções desenhados por smiles podem ser transformados em abraços que sintamos verdadeiros. se é possível transferir o efeito de companhias e rotinas quase diárias mas virtuais em gestos concretos. porque os amigos são como o saber, há sempre espaço para mais.
no sábado, quando vi o Bilhas, com quem troco apenas cumplicidades de blogger há algum tempo, apeteceu-me mesmo abraçá-lo. e o que dizer de quem veio de Sevilha ou Lisboa ou da outra margem do Tejo, para regressar no dia seguinte, mesmo depois de uma viagem de duas semanas pela Argentina e de uma promessa de vida grande lá em casa! e o que dizer de quem nos abre as portas de casa e nos oferece tudo de bom, mesmo com muito trabalho e doutoramentos e filhos para dar atenção! ou quem fica quase até ao amanhecer a dar voltas à cidade que se oferece e se levanta cedo para outros giros com os amigos! eu acho que não é só por curiosidade. tem que ser mais. eu acho que é um acto de negação. as pessoas dizem sim às novas tecnologias de comunicação, dispendem um tempo dos diabos à volta delas, mas nasceram quase todas ainda sob o signo do largo da minha aldeia, do recreio da escola, da eira da avó, do café da terra ou do bairro. e quando percebem que podem regressar a esse tempo, mesmo que apenas por umas horas, fazem mesmo os quilómetros necessários.
neste fim de semana, estivemos todos à volta da mesa, das mesas, à volta uns dos outros. e como o tempo passou depressa. é claro, soube-me a pouco, soube-me a pouco, portanto soube-me a tanto.
écrans e redes digitais ainda nos sabem a pouco. caixas de comentários e posts ainda nos sabem a pouco. a blogosfera ainda nos sabe a pouco. acho que ainda vão nascer aqueles a quem este pouco vai saber a basta-me.
os rostos das palavras são gregários. e eu já sonho com Macau.:)

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